DeBate_Bola - número 91
Camisa do Galo Vai ser preciso vender muita camisa em janeiro para que a meta de 500 camisas, estipulada pela diretoria, seja alcançada antes da estreia do Galo na Série A-3. Falta um mês para a estreia e, nas lojas da cidade, a análise é que as vendas ainda não decolaram. Estariam dentro da normalidade. É pouco. Resta esperar a bola rolar.
Camisa pequena A polêmica em torno da produção de camisas do XV para crianças pode acabar em breve. Nas lojas já é possível comprar as de números 12 a 16 anos. A justificativa para fabricar apenas camisas para adulto no pós-lançamento é por causa da demanda dos mais fanáticos. As crianças ficaram em segundo plano.
Vida de torcedor Como é curiosa a vida de torcedor. Em abril do ano passado, quando o XV foi rebaixado para a Série A-3, parecia que o mundo tinha acabado para os quinzeanos. Hoje, a um mês da estreia, a situação é outra. As esperanças estão renovadas e há crença de que o acesso chegue no fim do campeonato.
Declaração de amor Circulam pela internet textos de declaração de amor ao Galo. São criações que servem para qualquer clube, com a devida troca de nome. Uma delas é esta: "Serei XV de Jaú mesmo que a bola não entre. Mesmo que o Zezinho Magalhães se cale. Mesmo que o manto sagrado verde e amarelo desbote. Mesmo que a vitória esteja longe. Serei quinzeano mesmo que seja longa a jornada. E dura a caminhada. XV de Jaú no peito e na alma. No grito e nas palmas. Serei quinzeano a vida inteira! Nem a morte nos separará".
Júnior sem Juninho Não deu frutos a parceria entre o XV de Jaú e o ex-zagueiro Juninho Fonseca, que comandou as divisões de base do clube neste ano. Em comum acordo, o contrato foi rompido entre as partes - falta só assinar. O Galo queria mais do que apenas disputar o Paulista Sub-15 e Sub-17. E Juninho resolveu tentar a sorte na Francana.
Conta própria O XV tem de caminhar por conta própria quando o assunto é formar jogadores. Só assim pode ter alguma chance de fazer dinheiro no futuro. O especialista que vai cuidar da área é Níveo, que realizou a tarefa nos últimos meses. Mas ele já admite que a transformação não vai ocorrer de uma hora para outra.
Time de fora É basicamente de "estrangeiros" a equipe do XV de Jaú montada por Alfinete, Wilson Mano e Marolla. O zagueiro jauense Murilo Avante, por exemplo, já está fora do elenco. O XV não pode abrir mão de ter atletas "caseiros" no elenco. Essa turma de fora dificilmente veste a camisa do clube. Afinal, são apenas profissionais.
Dinheiro pra FPF Logo no início do mês o XV de Jaú vai ter de desembolsar uma boa grana com inscrição de jogadores na FPF. Como muitos atletas são de outros Estados, o custo aumenta. Estima-se que até o dia 6 o clube tenha de pagar R$ 14 mil na Federação. Felizmente, o salário dos funcionários já estaria reservado. Em termos de jogadores, o XV só vai ter folha salarial para pagar em fevereiro, quando vencer o primeiro mês de contrato. Até lá, o máximo que a diretoria se comprometeu é dar um "vale" no fim de janeiro, antes da estreia.
Apagar das luzes No "apagar das luzes" da Secretaria de Esportes de Jaú, ontem, vários funcionários comissionados (chique isso, não?) foram retirar seus pertences e dar adeus aos companheiros concursados. A partir de hoje estão desempregados. Vão depender dos ajustes que fizer o novo homem forte do esporte para tentar reassumir o posto.
Novo trabalho Caberá a João Brandão, o vice-prefeito que toma posse hoje, dirigir a Secretaria de Esportes, para a qual foi nomeado. A expectativa é que ele reformule a área esportiva da cidade e acabe com os vícios e favorecimentos. É consenso entre esportistas que vai ocorrer uma melhora. Afinal, não teria como piorar.
"Se sinto alguma dor, se estou triste ou com qualquer outro problema, preciso superá-los para treinar. Um dia sem rendimento ou superação é um dia perdido" (Jade Barbosa, ginasta, sobre a necessidade de superar limites diariamente nos treinamentos)
Escrito por Paulo César Grange (PC) às 19h54
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Técnico será 1º alvo caso XV não mostre qualidade

Daqui a um mês, em 1º de fevereiro de 2009, o XV de Jaú entrará em campo para sua primeira partida na Série A-3 do Paulista. Jogará em Itapira, contra o Itapirense, tendo como missão fazer uma campanha que, pelo menos, o leve para a segunda fase (top 8) e assim permaneça no páreo pelo acesso. Wilson Mano é o técnico que precisa fazer essa equipe render o esperado por todos. Caso contrário, estará na mira da torcida e até da presidência do clube. José Antonio Construtor de Oliveira deixou claro não ter medo de mexer nas peças de comando caso perceba algum fracasso nas rodadas iniciais. Construtor apostou tudo em uma diretoria de futebol e comissão técnica de notáveis. Wilson Mano é um dos homens de confiança do presidente. Como também são os diretores de futebol Alfinete e Marolla e os auxiliares do treinador, Níveo e Márcio Griggio. Todos ex-jogadores de sucesso do Galo e dos clubes por onde passaram.
Origem
Wilson Carlos Mano, 44 anos, é natural de Auriflama (SP), na região de Araçatuba. É o atual treinador do Galo, clube onde iniciou sua carreira de atleta profissional em 1981. Trazido por um olheiro, foi aprovado pelo técnico do XV na época, o Cilinho, Otacílio Pires de Camargo. "Joguei na categoria júnior por uma semana, mas na semana seguinte já estava no elenco profissional, ganhando a confiança do professor Cilinho. Atuei a maior parte do tempo como zagueiro, mas desempenhei outras funções em campo no XV. Era o zagueiro titular, mas quando os treinadores precisavam eu jogava na lateral, de volante e até de atacante", lembrou o ex-zagueiro. Mas foi no Corinthians que ele ganhou notoriedade e a fama de jogador "curinga", por ter sido escalado em todos os setores. "No Corinthians só faltou jogar no gol. Das demais posições, joguei em todas." E fez sucesso, tendo conquistado títulos estadual e nacional, como o Brasileirão de 1990. No XV, Mano jogou de 1981 a 1985. Depois, defendeu o Corinthians por oito anos. Na seqüência atuou em clubes como Jubilo Iwatta (1993), Corinthians (1994), Grêmio São Carlense e Bahia (1995), XV de Jaú e Fortaleza (1996), quando encerrou a carreira de atleta para ingressar na de técnico de futebol. Sua nova carreira também começou no XV. Foi em 1999, atuando ao lado de Alfinete, outro ex-quinzeano que se enveredou como treinador. Mano ficou no XV até 2001. A partir daí correu o trecho, treinando Jaboticabal (ainda em 2001), Ferroviária/SP, Anapolina/GO, Francana/SP, Costa Rica/MT e Força/SP, este seu último clube. Nada muito marcante. "Aceitei o convite do novo presidente, o Zé Construtor, mesmo sabendo que é um trabalho com os pés no chão e com a montagem de um time de acordo com condição financeira estipulada pela diretoria. Sei que é mais um desafio, mas, acima de tudo, está o XV, um clube que está em nossos corações", falou Mano, que gostou da tabela da Série A-3. O Galo jogará dez vezes em casa e nove fora na primeira fase.

No campo é Mano quem manda
Comércio - Você se sente realizado em sua carreira? Wilson Mano - Sim, com certeza. Foi uma carreira muito boa de jogador. Conquistei vários títulos. Qual atleta não sonha ou deseja ficar em um clube como o Corinthians por oito anos seguidos?
Comércio - Começou cedo a jogar futebol? Mano - Sempre, desde garotinho já batia a minha bolinha com os amigos de escola e nos bairros na cidade de Auriflama. Apaixonado pelo futebol, tive a felicidade de mostrar minhas qualidades a Reinaldo Lapon, que, em 1981, era olheiro do técnico Cilinho, que estava no XV. Ele me trouxe para cá. Foi aí que o Cilinho me deu a oportunidade e entrei oficialmente para o mundo do futebol.
Comércio - Era zagueiro antes de vir para o XV? Mano - Jogava onde precisasse, mas a preferida era a de zagueiro mesmo, posição que fiquei conhecido. Aqui no XV jogava na zaga, mas o professor Cilinho me escalava na lateral direita e no meio-de-campo em alguns jogos.
Comércio - Qual recordação desse período? Mano - Foram muitas e todas boas. Sempre tive boas passagens por aqui. Era um clube que formava times fortes e era respeitado dentro e fora de casa. Tanto em Jaú como fora sempre jogamos com o estádio lotado. O público comparecia mesmo para ver o time do XV jogar. Além de atuar em equipes fortes e consagradas, também fiz amigos em Jaú.
Comércio - E sua passagem pelo Corinthians? Mano - Foram quase oito anos de Corinthians. Nesse período conquistei o Campeonato Paulista de 1988, em um chute meu que teve desvio do atacante Viola para o gol, em Campinas, com o Estádio Brinco de Ouro da Princesa lotado. Esse gol deu o título ao Corinthians. No primeiro jogo da final havíamos empatado por 1 a 1 no Pacaembu. Ganhamos o Brasileiro de 1990, além da Copa Bandeirante de 1994 e o Torneio Internacional de 1986.
Comércio - Diga qual o melhor momento da sua carreira? Mano - Minha trajetória toda foi boa, mas destaco os títulos paulista e brasileiro com o Corinthians. Também destaco o fato de o XV ter chegado entre os oito melhores no Paulistão de 1985.
Comércio - Sofreu alguma contusão séria? Mano - Acho que todo jogador está sujeito e eu não fui diferente. Passei por duas cirurgias no joelho esquerdo, uma de menisco e outra de rótula bipartida, mas graças a Deus consegui me recuperar bem.
Comércio - Acha que parou de jogar cedo? Mano - Comecei como profissional em 1981 e encerrei em 1996. Acho que poderia até ter jogado mais, mas decidi parar e começar a carreira de treinador.
Comércio - Como foi o ano de 2008 para você? Mano - A vida é muito boa de se viver, mas temos de estar preparados para tudo, para as alegrias e tristezas. O ano marcou o primeiro semestre com a minha atuação de treinador no Costa Rica/MT, onde fizemos excelente campanha. Em seguida, fui treinador do Força, na Série A-3. Recentemente perdi meu companheiro, o meu pai. É nessa hora que temos de encontrar força e segurar em Deus para seguir nossa missão.
Comércio - Pode citar alguém como sendo seu melhor treinador? Mano - Foram tantos, mas, sem sombra de dúvida, o melhor mesmo foi o professor Cilinho.
Comércio - E hoje, qual é o melhor técnico do País? Mano - O professor Wanderlei Luxemburgo.
Comércio - E o melhor zagueiro, afinal foi essa sua posição de origem? Mano - O André Dias, do São Paulo.
Comércio - Falando em Série A-3, a do XV, conhece os adversários? Acha que tem algum favorito ao acesso? Mano - A gente ainda não conhece todos os clubes, pois alguns estão em formação. Outros vão começar só em janeiro a preparação, mas pelo que a gente tem acompanhado por aí parece que o XV de Piracicaba, vice-campeão da Copa Paulista, vem forte e com a mesma base. E ainda o Olímpia, que fez parceria com o Grêmio Barueri.

Escrito por Paulo César Grange (PC) às 19h49
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